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"Quero virar um coral do mar: A eternização subaquática e seus desafios ambientais"

Empresas nos Estados Unidos e no Reino Unido têm abraçado uma ideia única e emocionante: misturar as cinzas de seus clientes a grandes bolas ocas de concreto, eternizando-os no fundo do oceano como parte de recifes de coral. Essa prática vem conquistando a atenção, especialmente de amantes da vida subaquática, como a ex-professora Janet Hock, que atualizou seu testamento em 2020 para se tornar parte desse ambiente marinho que tanto ama.


estrutura para criar coral artificial sendo depositado no fundo do mar


A criação do "Cemitério Submarino"


O serviço inovador do "cemitério submarino" foi introduzido em 1998 pela empresa americana Eternal Reefs. Famílias que optaram por cremar seus entes queridos podem agora transformar suas cinzas em recifes de coral artificiais. Essas estruturas são cuidadosamente colocadas no fundo do mar, contribuindo para o habitat de peixes e outros animais marinhos.


O Processo de Criação


As estruturas dos recifes têm mais de um metro de altura e dois metros de largura, pesando de 250kg a 1.800kg. Sua superfície áspera proporciona um ambiente propício para o crescimento de plantas e animais marinhos. Até o momento, cerca de 3.000 recifes memoriais foram afundados em aproximadamente 25 locais nos EUA.


Desafios Ambientais e as Preocupações Geradas


Apesar do encanto dessa ideia, surgem preocupações ambientais. A cremação, etapa inicial do processo, libera aproximadamente 400 kg de dióxido de carbono na atmosfera por cada corpo cremado. Além disso, o uso de concreto na fabricação dos recifes também contribui para até 8% das emissões globais de CO2.


Perspectivas Divergentes


Enquanto algumas pessoas demonstram ceticismo em relação aos benefícios dessa prática, outros, como o professor de biologia marinha, Murray Roberts, a apoiam entusiasticamente. Ele acredita que incorporar cinzas humanas em recifes artificiais pode protegê-los e despertar uma maior conscientização sobre a preservação dos oceanos.




A ideia de eternizar-se como parte de um recife de coral no mar é, sem dúvida, cativante. No entanto, devemos ponderar os impactos ambientais desse processo. Essa inovadora conexão com a vida subaquática é um convite para refletir sobre nossas escolhas e como podemos proteger os oceanos para as gerações futuras.


E você, qual é a sua opinião sobre esse assunto tão fascinante e desafiador? Compartilhe suas ideias nos comentários!

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